sexta-feira, 30 de setembro de 2016

As gotas da chuva caem pelo meu corpo e eu não quero abrigar-me. Quero que corras, que venhas ter comigo e que partilhes de cada gota comigo. Não sonho em fugir para um sítio que nos abrigue... Só quero ser louca a teu lado! O sabor do teu beijo preenche cada pedaço que me faltou durante tempos sem fim. Tenho uma sorte em ter-te encontrado que tu nem imaginas. E não faz, de todo, qualquer sentido que imagines. Guardo para mim o bem que me fazes, para que continues a fazê-lo. Pronunciar o quanto gosto de ti pode eventualmente afastar-te de mim e eu quero jogar pelo seguro. És um pequeno turbilhão de emoções e eu não quero assustar-te. Dou-te o tempo que precisares e não vou pressionar as tuas demonstrações de (des)amor. Quero lutar por cada bocadinho dos castelos que construiremos juntos. E, meu amor.. Espero que saibas que quero ser mais feliz contigo do que qualquer princesa da Disney com o seu príncipe encantado!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O texto anterior apagou-se. De repente, já lá não estava. Acredito em sinais e este é apenas mais um. O sinal de que o recomeço está marcado para este texto. Acredito tanto nisto! Acredito em mim, ainda que tudo leve a crer que isso é um erro. Têm sido anos duros... Tenho passado tempos gélidos em florestas cujas roseiras se excedem em picos, mas desistir é para os fracos. Ainda que nada faça sentido, e mesmo que a frustração me torne infeliz durante alguns dias, eu tento escrever para me conseguir perdoar. Tento perdoar as calorias a mais ingeridas durante o dia de hoje, e rezar para que o pseudo-apetite seja fácil de controlar no dia de amanhã. Sei bem do meu distúrbio. Não vem de agora... Mas quero que vá agora. Amanhã é o novo dia e amanhã eu sei que vou mudar. Vou fazer tudo o que está ao meu alcance para me mostrar que estes anos não foram em vão. Amanhã é o primeiro dia. O começo. Esqueçamos o re no recomeço e comecemos de novo. Acredito em mim com as forças todas que tenho no corpo e na mente. Juntemos a alma e sairei como vencedora. Jamais vencida. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Biografando

O momento em que descubro que eu já não sou eu é aquele em que começar a escrever me dá apertos no coração. Perdi a noção do tempo, e com ela foi a estética da escrita. As palavras deixaram de combinar e as frases não encaixam como eu sempre sonhei que encaixassem. Arrisco-me a afirmar que o meu maior defeito é ser sonhadora e viver no mundo em que as fadas superam as bruxas e os duendes são os reis da floresta. A asma dificulta-me a respiração noturna e não consigo escrever um texto sem mudar de posição umas quantas vezes. As adversidades tornam as coisas mais apetecíveis e com tal, eu tenho mais vontade de brincar com este jogo de palavras! O mundo gira e eu vou acompanhando a passo de caracol, porque a insuficiência respiratória que sinto neste momento não permite outra coisa. Assim como outros tipos de insuficiências me vão impedindo de chegar onde eu quero na vida... Esta, o médico detetou-a... E as outras?! Essas, eu continuo sem conseguir chegar até elas. Estão entranhadas em cada bocadinho meu, e eu sou preguiçosa ao ponto de as deixarem viver lá. Ajo da mesma forma que um cão carregado de pulgas... Estão a abusar de nós, mas conformamo-nos com aquilo que nos vai consumindo aos poucos. Deixamos que nos atormentem de tal forma, que podem arruinar-nos. Escrevo este texto porque quero recomeçar. Quero ser o meu próprio remédio das pulgas e conseguir matar os meus demónios um a um. Tenciono fazer tudo o que está ao meu alcance para me tornar naquilo que eu quero- e sempre quis. Quero pôr na cabeça que não sou um caso perdido, e que o caminho começa agora.